quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Boas Festas...


Apenas um desejo de um bom natal a todos blogueiros, com a possibilidade de estarem com suas famílias, em paz e harmonia. Também uma passagem de ano feliz.
Momentos estes que nos levam a refletir os passos dados e programar as próximas estradas a serem percorridas.

Depois de muito escutar, acredito que esta boa e velha canção se enquadra como presente de final de ano a todos nós, que durante meses estivemos presentes neste espaço com o intuito de discutir ideias e repensar ações.

Esperança e labuta sempre, meus caros.

Abraços.

O Bêbado e o equilibrista
(João Bosco e Aldir Blanc)

Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos...

A lua
Tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel

E nuvens!
Lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco!
Louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Prá noite do Brasil.
Meu Brasil!...

Que sonha com a volta
Do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora!
A nossa Pátria
Mãe gentil
Choram Marias
E Clarisses
No solo do Brasil...

Mas sei, que uma dor
Assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança...
Dança na corda bamba
De sombrinha
E em cada passo
Dessa linha
Pode se machucar...

Asas!
A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar...

A História das Obras em Resumo Parte II – A Obra do Campus Aterrado UFF/VR

por Horácio Guimarães Delgado Júnior 


No início de 2008 fui convidado pelo diretor do PUVR para acompanhá-lo as obras do prédio das Ciências Humanas que já estava sendo executado pela empresa Mello Júnior, administrada pela SAEP/UFF e seria visitada por representantes do MEC/SESU. Na ocasião da visita a obra encontrava-se em ritmo lento em face de vícios de contrato e a fiscal do MEC sugeriu que o diretor do PUVR solicitasse o rompimento do contrato e contratasse empresa de projeto para elaboração de nova licitação com outro objeto. Apenas no final de 2008 o contrato foi rompido. Os projetos originalmente propostos não possuíam todas as dependências necessárias para abrigar a ECHSVR dentro da sua proposta acadêmica. Não havia muito tempo, pois parte das outorgas iriam vencer ao final do exercício e para não perder parte dos recursos nova licitação deveria ser realizada até o final de 2008. Mas para que isto fosse possível, cumprindo a lei 8666, eram necessárias as seguintes peças: Projeto Básico Atendendo a Legislação Vigente e as Normas Técnicas da ABNT, Memorial Descritivo, Cronograma Físico-Financeiro, Planilha Orçamentária com Preços Unitários. Não havia tempo hábil para contratar empresa e, na ocasião, nos colocamos a disposição, gratuitamente, para ajudar doando a mão de obra para a preparação emergencial de todos os documentos. Preparamos uma força tarefa multidisciplinar que envolveu seis profissionais, ambos com grande experiência, sobre a nossa responsabilidade e desenvolvemos o maior projeto da UFF dos últimos vinte anos. O curioso é que até mesmo o diretor do PUVR botou a mão na massa e ajudou a elaborar o contrato, os memoriais descritivos, a planilha orçamentária e contribuiu tecnicamente com o projeto. Propomos um projeto eco-sustentável modular com o uso de tecnologias observando a vocação regional, isto, alem da redução de custo, cerca de metade do custo por metro quadrado licitado anteriormente, potencializava o ganho de prazo e a proposta era construir 13500,00 m² em seis meses. Isto foi planejado detalhadamente sendo o prazo viável e folgado (Tecnologia similar à última obra que gerenciamos em Belford Roxo que possuía 30.000,00 m² e foi construída em oito meses). Principais ganhos ambientais no projeto:


1) Orientação correta das fachadas à posição do sol, 
2) Preservação e recuperação ambiental da faixa marginal do Rio Paraíba do Sul, 
3) Tratamento de esgoto e demais efluentes,
4) Reuso de águas de chuva para descargas sanitárias,
5) Ampla área de convivência e estacionamento para 320 carros. 


O projeto foi concebido de forma modular usando dry wall o que permitirá aos prédios flexibilidade e sinergia para a personalização de cada um conforme as necessidades da unidade a abrigar podendo ser alterado a qualquer tempo. Em 22 de dezembro de 2008, a obra foi licitada por aproximadamente R$15.000.000,00 (quinze milhões de reais), cerca de 1.100,00 reais por metro quadrado, incluindo toda infra-estrutura (cerca de metade do custo necessário para o término do projeto anterior) com um prazo assinado em contrato de seis meses a partir da ordem de início e a empresa ganhadora foi a ZADAR. Aguardamos até maio de 2009 e não havia perspectiva para que o órgão técnico da universidade desse a ordem de início para que a empresa pudesse montar o canteiro e começar as obras. Idealizamos o GREICA e montamos uma força tarefa local, gratuita, para gerenciar e fiscalizar as obras. Adequamos o planejamento da obra às novas datas inclusive com o dimensionamento dos recursos para que as obras fossem concluídas nos prazos estabelecidos. Para definirmos melhor a humanização dos prédios nos reunimos com a Escola de Ciência Humanas e Membros do Departamento de Ciências Exatas os quais contribuíram efetivamente para a definição e localização dos ambientes internos, tendo como principais ganhos:


1) Biblioteca com sala de leitura e terminais de computadores, 
2) laboratórios de informática,
3) Gabinetes para todos os professores com completa infra-estrutura de instalações elétricas, ar condicionado, telefonia e lógica,
4) Laboratório de Física, 
5) Laboratórios de Química, 
6) Quiosques destinados à Xérox, Café, livraria e confecção universitária, 
7) Três Auditório reversíveis em seis salas de seminários, 
8) Amplos espaços para secretarias e coordenações, 
9) Gabinetes individuais para os coordenadores e chefes de departamento, 
10) Área destinada ao diretório e ao centro acadêmico, incluindo sala de estudos, reunião e recreação, 
11) restaurantes universitários divididos em duas praças de alimentação. 


Quanto aos restaurantes universitários, convém esclarecer, que a idéia concebida originalmente, era a de licitar os espaços para que as empresas de restaurantes ou franquias de alimentação ocupassem os espaços, e desta forma estabelecer entre si a livre concorrência garantindo a constante qualidade da alimentação, o subsídio às refeições estudantis e o fornecimento gratuito de refeições para os alunos carentes. Por motivação pessoal, ao final de agosto de 2009, tivemos que nos afastar do GREICA. É conveniente observar que a reitoria, naquela época, apoiou os projetos e disponibilizou a estrutura administrativa, mas é preciso também dedicação e vontade política da gestão local para que as obras aconteçam conforme planejado anteriormente. Vivemos um momento de grandes investimentos governamentais disponibilizados para a ampliação do ensino superior e da pesquisa no país. Está muito próximo de se alcançar o objetivo agora basta acompanhar o cronograma físico planejado (já postado e divulgado) com as devidas aplicações dos recursos (materiais e humanos), manter em dia as medições e os pagamentos da empresa e obter as outorgas legais para o funcionamento. Na condição de responsável técnico pelos projetos básicos de todas as obras da UFF em andamento em Volta Redonda continuo acompanhando-as e contribuindo efetivamente para o crescimento da academia na nossa cidade.


Horácio Guimarães Delgado Júnior
Aluno de Doutorado do PPGEM/ EEIMVR/ PUVR/ UFF
Engenheiro Civil
Autor dos projetos básicos das obras do PUVR.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

ASSIM É SE LHE PARECE

Soneto de Natal (Machado de Assis)
"Mudaria o Natal ou mudei eu?"



Oi pessoal, para fechar o ano, encaminho dois textos bastante distintos em seus assuntos.


DURA LEX SED LEX 2

Recentemente, foi votado no CUV o processo 23069.054235/2009-79 cujo objeto seria a análise da legalidade da nomeação do Professor Hermano Oliveira Cavalcanti, atual Diretor da Escola de Engenharia. Basicamente eram solicitadas nesse processo duas questões, crendo que seriam o melhor compromisso entre o cumprimento da lei e o respeito à Autonomia Universitária:

(1) A ANULAÇÃO DA NOMEAÇÃO DO PROFESSOR HERMANO OLIVEIRA CAVALCANTI PARA O CARGO DE DIRETOR DA ESCOLA DE ENGENHARIA, POR CONTRARIAR O DECRETO NO 1.916 DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, DE 23 DE MAIO DE 1996 E DO DECRETO Nº 6.264, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2007.

(2) A NOMEAÇÃO DE PELO REITOR DE UM DIRETOR “PRO-TEMPORE”, NOS TERMOS DO PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 7o DO DECRETO Nº 6.264, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2007, COM A RESPONSABILIDADE DE REALIZAR, NUM PRAZO MÁXIMO DE 60 DIAS, UMA NOVA CONSULTA, COM EDITAL AJUSTADO AO QUE ESTABELECE O DECRETO.


Encaminhado por pedido do CUV à PROGER, essa manifestou-se pelo indeferimento do mesmo. Os conselheiros do CUV, que certamente leram atentamente todas as leis e decretos citados, decidiram acompanhar o parecer da PROGER.

Reconheço que sou uma pessoa limitada e que tenho dificuldade de entender os complexos termos jurídicos. Contudo, como sempre, obstinado, li e estudei cuidadosamente a argumentação apresentada. Também li e reli toda a legislação mencionada. Acho que devo procuram um bom professor de português, pois meu entendimento das mesmas leis apontadas foi exatamente o contrário ao da PROGER

Imagino que discordar do parecer do um Procurador possa parecer desrespeito, dado o imaginário de infalibilidade dessa competente instância jurídica. Não foi (e nem é) minha intenção. Apresento a seguir, para os que tiverem força de vontade para ler, os meus modestos argumentos.

I. AS CONVERGÊNCIAS

Inicialmente vou enfatizar o que houve de concordância de interpretações entre a PROGER e eu diante do Decreto no 1.916 da Presidência da República, de 23 de maio de 1996 e do Decreto nº 6.264, de 22 de novembro de 2007:

1) O Diretor e o Vice-Diretor de unidade universitária serão nomeados pelo Reitor, observados, para a escolha no âmbito da unidade, os mesmos procedimentos e critérios usados para Reitor e Vice-Reitor. Portanto, a Legislação que rege a nomeação de Diretor de Unidade e seu Vice pelo Reitor, é idêntica a legislação válida para Reitor e Vice-Reitor

2) Somente poderão compor as listas tríplices docentes integrantes da Carreira de Magistério Superior, ocupantes dos cargos de Professor Titular ou de Professor Associado 4, ou que sejam portadores do título de doutor, neste caso independentemente do nível ou da classe do cargo ocupado.

O atual Diretor nomeado da Escola de Engenharia da Universidade Federal Fluminense, não possui o Título de Doutor e nem faz parte da classe de Associado ou de Titular. A nomeação, feita pelo Reitor da UFF, foi em 12 de janeiro de 2008. Portanto, após a publicação do Decreto nº 6.264, de 22 de novembro de 2007.

Quando consultei a PROGER sobre o assunto, o primeiro parecer (sempre favorável à nomeação do professor) me foi passado informalmente. Basicamente se baseava no argumento “da lei do tempo reger o ato”. Isso é, caso o processo houvesse sido iniciado sob a égide de uma lei, uma lei posterior não poderia alterá-lo. Contudo, mesmo com a minha limitadíssima capacidade de raciocínio jurídico, mostrei objetivamente que esse raciocínio não se poderia ser aplicado no caso. Bastava analisar o cronograma dos eventos:

- Decreto 6264 publicado no dia 22 de novembro de 2007;

- Edital da consulta eleitoral publicado no BS 197/2007 de 06 de dezembro 2007 (14 dias após a publicação do Decreto);

- Consulta eleitoral entre os dias 12 e 13 de dezembro de 2007 (20 dias após a publicação do Decreto);

- Nomeação em 12 de janeiro de 2008 (49 dias após a publicação do Decreto);


II – AS DIVERGÊNCIAS

O parecer formal emitido pela PROGER (Nota Técnica AGU/PF/UFF/No 698/2009 – MFST) em relação ao processo encaminhado por mim ao CUV, já não segue a linha “da lei do tempo reger o ato”. Tem uma base aparentemente muito mais sólida que é a Lei Nº 11.507, de 20 de julho de 2007 e a lei nº 11.784, de 22 de setembro de 2008.

“Art. 17. Aos atuais ocupantes dos cargos de reitor e vice-reitor de universidades federais, bem como de diretor e vice-diretor de unidades universitárias e de estabelecimentos isolados de ensino superior, aplicam-se, para fins de inclusão na lista tríplice objetivando a recondução, a estrutura da Carreira de Magistério Superior e os requisitos legais vigentes à época em que foram nomeados para o mandato em curso. (Redação dada pela Lei 11.784, de 2008).”

Parágrafo único. Na primeira eleição após o início da vigência desta Lei, poderão concorrer à inclusão na lista tríplice, para efeito de nomeação para os cargos de reitor e vice-reitor, bem como de diretor e vice-diretor, além dos doutores, os professores posicionados nos 2 (dois) níveis mais elevados, dentre os efetivamente ocupados, do Plano de Carreira vigente na respectiva instituição. (Redação dada pela
Lei 11.784, de 2008)”

Encerra a argumentação dizendo que ”Com a exoneração do Professor EMMANUEL PAIVA DE ANDRADE do cargo de Diretor de Unidade, haja vista a sua então recém escolha para o cargo de Vice-Reitor da UFF, coube ao professor HERMANO JOSÉ OLIVEIRA CAVALCANTI – frise-se, por dever legal – exercer as atribuições do cargo de Diretor da Mencionada Escola”.

Pela interpretação da PROGER, o professor Hermano seria o Diretor em exercício que estaria sendo reconduzido. Portanto, pelo Art. 17 da lei 11. 507 acima, valeriam “os requisitos legais vigentes à época em que foi nomeado para o mandato em curso”. Ou seja, ele estaria dispensado do diploma de Doutorado.

Touché, pensou a maioria. A argumentação seria perfeita.

DISCORDO. Na minha ignorância das leis, ouso discordar de tão douto parecer. Meu contra-argumento é baseado no que estabelece a Nota Técnica 448/2009 da Coordenação Geral de Legislação e Normas da Educação do Ministério da Educação. Tentarei, humildemente, e de forma bastante didática, mostrar que o raciocínio da PROGER não se sustenta.

A Nota Técnica 448/2009 esclarece que:

“II.4 – Vacância do cargo de Reitor (Diretor). Reitor (Diretor) pro tempore

26. Segundo o art. 33 da Lei no8.112/90, a vacância do cargo público decorrerá de (i) exoneração; (ii) demissão; (iii) promoção; (iv) readaptação; (v) aposentadoria; (vi) posse em outro cargo inacumulável; e (vii) falecimento.

27. No caso de vacância do cargo de Reitor (Diretor), tal qual disciplinado pela legislação administrativa, assume o cargo seu substituto, geralmente o Vice-Reitor (Vice-Diretor) da Instituição. Esse permanecerá no exercício da reitoria (unidade) por período determinado, o que decorre da própria r5edação do art. 6o do Decreto no 1.916/2006, Segundo o qual, configurada a vacância do cargo de Reitor (Diretor), a listra tríplice para o cargo de Reitor a que se referem o caput e os §§1o, 2o, 3o e 4o do art. 1o do Decreto será organizada no prazo máximo de 60 (sessenta) dias após a abertura da vaga e o mandato do Reitor (Diretor) que vier a ser nomeado será de quatro anos.

28. Logo, insubsistente entendimento que conclua que, no caso de vacância do cargo de reitor (Diretor), o Vice-Reitor (Vice-Diretor) assumiria o exercício do cargo para completar o mandato, já que a nomeação de Reitor (Diretor) é ato de competência legal do Presidente da República (Reitor), por determinação legal, sendo que qualquer disposição estatutária que contrarie tal competência, ainda que aprovada pelo poder público é nula. “


Portanto, no caso de vacância (houve exoneração do professor Emmanuel), deveria ter havido uma nova consulta e, conseqüente, nomeação do novo Diretor. A única exceção (polêmica, mas legal) prevista pelo art. 7o do Decreto no 1.196/96, seria o caso de nomeação de Diretor pro tempore.

A que eu saiba, não houve portaria indicando formalmente o professor Hermano como Diretor pro tempore. Façamos de conta que houve essa nomeação. Mais uma vez retorno à nota técnica 448/2009, que esclarece no seu art. 33:

“33. Ressalte-se que o Reitor (Diretor) pro tempore pode integrar a listra tríplice e, sendo nomeado Reitor (Diretor), não está configurada a recondução, mas sim a nomeação para o primeiro mandato de quarto anos.”


PORTANTO, DAS DUAS, UMA:

i) O professor Hermano foi subatituto pro tempore do professor Emmanuel.
Pelo art. 33 da nota técnica do MEC, o atual mandato seria o seu primeiro mandato e não uma recondução. Conseqüentemente, o art .174 da Lei 111.784 não se aplica. Logo, sua nomeação é claramente ilegal, pois contraria o que estabelece o decreto 6264.


ii) Caso o CUV ainda queira ignorar o que para mim é a obviedade legal e considerar o atual mandato do professor Hermano legítimo (uma recondução), a decisão do egrégio conselho claramente impede um eventual projeto de reeleição do professor (ouvi vagamente um boato sobre essa intenção), pois a legalidade de sua nomeação atual, baseada nos argumentos da PROGER, só é defensável caso esse seja o seu segundo (e último) mandato.






O PISCINÃO DE BOA VIAGEM

Já faz algum tempo, prometi falar sobre o “Piscinão de Boa Viagem”. A correria da vida não havia me permitido retomar a esse assunto até agora. A seguinte notícia foi dada no jornal “O GLOBO” de 20 de dezembro de 2009:

“PISCINÃO: O governo do estado tem 30 dias para reabrir o piscinão de São Gonçalo, conforme decisão do juiz Federal Willian Douglas em ação do Ministério Público. Desde 2007, o Parque da Praia das Pedrinhas funcionou poucas vezes, depois que surgiu um impasse entre a Serla e a prefeitura do município sobre quem cuidaria da administração da área.”

Porque estou falando sobre esse assunto? Durante algum tempo, olhei, intrigado, um enorme buraco sendo feito no terreno da UFF em frente ao mar (campus da Praia Vermelha no Bairro de Boa Viagem). Cheguei a uma possível conclusão - Como a assistência estudantil está na moda, e há a necessidade de se resolver essa questão do piscinão de São Gonçalo, a UFF poderia estar preparando como alternativa o “Piscinão de Boa Viagem” – espaço de convívio para alunos, professores, funcionários e, porque não, todo o povão que mora no entorno da região. Em anexo, uma foto da obra em avançado estágio de construção. Basta esperar mais algumas chuvas de verão e teremos um saudável local para confraternizarmos em harmonia com os mosquitos Aedes egipt. Alegria. Alegria.


Saudações Acadêmicas,
Heraldo




PS: Ano que vem retomaremos a nossa saudável corrente de discussão com o tema “5 anos em 50”.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Pinga Fogo Volta Redondense: Rápido e rasteiro, mas com sérias restrições estruturais

O PUVR recebeu na última terça-feira (15/12) a visita do Engº. Deiner Astorico Barbosa, técnico da FINEP da Área de Universidades da Diretoria de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. O Engº Deiner é o analista responsável por todos os projetos fomentados pela FINEP em andamento na UFF de Volta Redonda. Os recursos financeiros disponibilizados pela FINEP para atividades de pesquisa em Volta Redonda nos últimos 3 anos já ultrapassaram a marca de R$ 2 milhões.

Na ocasião da visita, o analista da FINEP circulou por todos os laboratórios da EEIMVR e também pela obra do prédio Edil Patury Monteiro. O técnico da Área de Universidades ficou bastante impressionado com a organização dos laboratórios de pesquisa que se encontravam em pleno funcionamento e também muito preocupado com o andamento da obra do prédio da Escola de Engenharia. Vale lembrar que a FINEP disponibilizou recursos (cerca de R$ 200 mil) para a reforma das instalações do prédio da Vila Santa Cecília para a instalação de laboratórios de pesquisa.

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O diretor do PUVR em reunião com o Engº. Deiner Astorico Barbosa não apresentou nenhum cronograma da obra da EEIMVR ou ainda maiores informações sobre os problemas e as soluções para a instalação dos laboratórios de pesquisa.

Como perguntar não ofende I: Na última reunião ordinária do Conselho do PUVR, o interventor afirmou que o prédio estaria coberto com as telhas e as calhas até o final de novembro. Será que diretor pro tempore do Pólo estaria se referindo a “novembro de 2010”?

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Já o diretor da EEIMVR quando foi apresentado ao técnico da FINEP pelo Prof. Jayme Gouvêa, passou a narrar em detalhes toda a história de criação da Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica de Volta Redonda desde a chamada Universidade do Trabalho na década de 1960.

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No mesmo dia da visita do analista da FINEP, o Programa de Pós-graduação em Engenharia Metalúrgica (PPGEM) inaugurou um Cluster de Microcomputadores que já se encontra em funcionamento na modalidade de laboratório multiusuário. Maiores informações sobre o acesso a estas facilidades podem ser obtidas com os Professores Ivaldo Leão (ileao@metal.eeimvr.uff.br) e José Adilson (adilson@ metal.eeimvr.uff.br).

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No final desta semana, o Engº. Horácio Delgado Júnior protocolou junto às secretarias do PUVR e da EEIMVR um memorando na forma  de uma carta (http://www.4shared.com/file/176684731/9aa5c22b/Carta_PUVR_e_EEIMVR.html) a respeito da obra de Reforma e Expansão do Prédio Edil Patury Monteiro. A carta indicava de forma detalhada (inclusive com fotografias das instalações) uma série de irregularidades no andamento da execução do projeto básico. O documento também solicitava imediatas providências por parte dos gestores da UFF a fim de se garantir uma correta execução do projeto de engenharia sem agregar prejuízos financeiros ao erário público.
  
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Aproveitando a possível visita do Magnífico reitor da UFF e da sua equipe de trabalho (conselheiros e a SAEP) ao PUVR na próxima semana para discutir soluções para a obra do Campus Aterrado, o blog Pensamento Acadêmico aproveita a oportunidade para publicar o cronograma do planejamento inicial de execução de todos os 3 prédios do Aterrado. O cronograma pode ser copiada a partir do endereço: http://www.4shared.com/file/176669500/885113ac/Microsoft_Office_Project_-_Pla.html.

Como perguntar não ofende II: No debate do auditório da EEIMVR ocorrido no dia 22 de setembro, o interventor afirmou que ele foi empossado pelo reitor Roberto de Souza Salles com a importante “missão” de resolver e acelerar as obras tanto do Campus Aterrado, quanto do prédio Edil Patury Monteiro. Será que diretor pro tempore do Pólo está conseguindo cumprir a sua “missão” a contento tanto da reitoria da UFF quanto da Comunidade Acadêmica de Volta Redonda? E os diretores da ECHSVR e da EEIMVR, como andam as suas cobranças em relação ao término das obras das suas respectivas unidades de ensino?

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O comentário já é geral, parece que a ECHSVR terá um novo diretor pro tempore em breve. Desejamos sucesso e principalmente muita sobriedade e seriedade ao novo diretor. Neste curto período de administração do atual diretor, Volta Redonda ficou sem nenhuma dúvida em evidência junto ao CUV. Os motivos de tanta atenção eram os discursos um tanto “peculiares” do diretor da ECHSVR. Dizem inclusive que alguns conselheiros estavam dando razão ao ato do reitor em ter nomeado um interventor para Volta Redonda, face as brilhantes locuções do jovem mestre.

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O Pro-Reitor Antonio Cláudio Nóbrega recebeu também nesta semana o Sr. Ricardo Rosa, chefe do Departamento de Fomento, Análise e Acompanhamento de Infra-estrutura das Universidades da FINEP. Nesta ocasião foi informado oficialmente à UFF que a FINEP está muito preocupada com o andamento das obras de Volta Redonda no prédio Edil Patury Monteiro.

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Vamos esperar o desenrolar de todas as visitas dos técnicos da FINEP e acreditarmos que com esta cobrança externa possamos ter nossos laboratórios funcionando normalmente em 2010. Afinal de contas, final de ano é época de renovar as esperanças. Espera aí, também é época de fazermos um balanço do trabalho realizado... Assim, como perguntar não ofende III: prezado Senhor Diretor “pro tempore” do PUVR, aonde se encontra a sua prestação de contas do ano de 2009? Quanto foi gasto e em quais rubricas? Quais foram os avanços das obras do Aterrado e da EEIMVR? E em 2010, o senhor pretende visitar mais vezes o PUVR? Qual é o planejamento orçamentário e de ações do PUVR para o próximo ano?

Saudações Universitárias,

Pensamento Acadêmico UFF Volta Redonda

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

REITOR SE REÚNE COM MEMBROS DO DCE E DO CA DE ADMINISTRAÇÃO DE VOLTA REDONDA

O reitor Roberto Salles se reuniu com seus assessores, os professores Pedro Antunes e Paulo César Fernandes, e com membros do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e do Centro Acadêmico (CA) de Administração do Polo Universitário de Volta Redonda (PUVR), na tarde desta quarta-feira, 16 de dezembro, no Gabinete da Reitoria.


Membros do DCE e do CA de Administração de Volta Redonda se reuniram com o reitor.
 Crédito: Rosane   Fernandes


Durante o encontro, ficou agendado que o reitor realizará uma visita ao PUVR, acompanhado de equipe técnica da Superintendência de Arquitetura, Engenharia e Patrimônio (Saep), para supervisionar o andamento das obras que lá estão sendo feitas e garantir que sejam finalizadas antes do início do período letivo de 2010.

Fonte: UFF Notícias - Núcleo de Comunicação Social (Nucs) – 17 de dezembro de 2009